Autobiografia

Nasceu no Seringal “São João Batista”, no dia 4 de março de 1967. Distante 800 km de Manaus em plena selva Amazônica, próximo a fronteira da Colômbia.

Filha de João Silva, seringueiro e pescador, o qual tinha verdadeira paixão. Sempre mimada por sua mãe Maria Oliveira ao lado de suas irmãs Sonia, Gloria e Joelma, viveu toda sua infância na selva. Sempre teve verdadeira paixão por “lendas”, passava horas e horas ouvindo de sua avó paterna as lendas amazônicas, tais como Matinta Pereira, Cobra grande, Iara e a famosa lenda do boto.

Seu pai apesar da simplicidade dominava o castelhano e tinha um espírito muito forte de liderança, foi atraído pela máfia colombiana para integrar-se ao tráfico de drogas e logo mais passou a ser “químico”, transformava a folha da cocaína em pasta base, em laboratórios clandestinos na selva. A garota pobre muda-se para capital e passa a desfrutar da prosperidade advinda do tráfico de drogas. Tragicamente seu pai morre vítima do “narcotráfico”, seu avião que conduzia cem quilos de cocaína foi abatido por uma bomba em solo boliviano.

Laila não conseguiu superar tal perda, treze de novembro foi o dia mais negro de sua vida, seu mundo “Cor de Verde” tornou-se tenebroso. A revolta tomou conta do seu coração meigo, dando lugar a um grande vazio, que mais tarde seria preenchido pela anestesia das drogas. Numa escola da zona oeste de Manaus, ainda no ensino fundamental, colidiu seu mundo com o monstro sedutor das drogas “O boto”.

De um simples namoro de adolescente conheceu as drogas e experimentou pela primeira vez, mesmo afirmando que drogas ilícitas jamais fariam parte de sua vida.

Apaixonada por um estudante usuário de drogas ilícitas (Gustavo o boto), não conseguiu ficar livre da sedução, e aquilo que parecia ser somente uma experiência de curiosidade, a levou a desenvolver a dependência química, levando-a por caminhos de dor e tragédia jamais sonhados. Tentativa de homicídio, suicídio, overdose, agressões, comportamento psicótico, levaram a ser internada em um hospício diagnosticada como “Garota psicótica letal, com transtorno mental, nociva a sociedade”. Devia ficar num lugar de loucos.

Foi ali que sua ficha começou a cair. A dor em seu coração surgiu com maior intensidade em seus pensamentos, decide fugir do hospício e se joga na frente dos carros em plena Avenida Constantino Nery, impedida por polícias é presa e sedada levada de volta por seus familiares para ser entregue a FEBEM.

Diante de uma juíza, tem sua liberdade tomada, sem escolha decide participar de um programa de reabilitação de dependência química, em Brasília, DJB.

Passa um ano e seis meses nessa comunidade em tratamento, lá tem oportunidade de concluir seus estudos que haviam sido interrompidos pelas drogas, através de um programa especializado para atender jovens que participavam de tratamento de drogas.

Nessa comunidade tem uma experiência transcendental com Deus e recebe a missão de fundar o primeiro centro de tratamento de drogadição, na cidade de Manaus, o qual foi aprovado pelo governador Gilberto Mestrinho na época.

Vai para Belo Horizonte estudar teatro, evangelismo e trabalho social, a fim de receber capacitação para o trabalho que mais tarde viria a desenvolver. Apaixona-se por Deus e cursa teologia a fim de tornar o amor de Deus conhecido. Conhece ainda na clinica, o músico, escritor e poeta Arlem Maffra, o qual também fazia tratamento de drogadição.

Casa-se na cidade de Manaus com Arlem Maffra e juntos criam o projeto escola sem drogas. Em 1999 escreveram o primeiro livro “Droga, disfarçada de estudante”, “Preciso de um milagre em minha família”, “Explosão no meu mundo”. Em 2010, Laila lança seu livro autobiográfico “Droga Disfarce Irresistível” e funda junto com sua irmã Joelma Silva, a ONG “Viver livre”. Hoje preside e coordena o projeto de maior alcance em todo Brasil ESD. A cada dois meses, vinte mil alunos integram ao Projeto Escola Sem Drogas, através das literaturas. Laila Maffra, escritora, teatrólogo, promotora de eventos, contadora de estória, palestrante, teóloga. Mora hoje no interior paulista, na cidade de Boituva, mas passa a maior parte do tempo viajando por todo o Brasil, atuando na prevenção ás drogas.

Seu filho Filippe Arlem Maffra, trabalha ao seu lado no projeto é palestrante músico, teólogo, psicanalista e escritor, é também mãe da Laili e Larissa, frutos do seu relacionamento com Arlem Maffra.

No mês de Junho será lançado seu quarto livro “SE NÃO FOSSE O CRACK TE TERIA OUTRA VEZ”.

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