De volta ao Amazônas

Arrumar as malas e saber que meu destino era o verde da floresta Amazonas, gerava em mim uma sensação de muita euforia e alegria, afinal eu estaria de volta ao meu berço verde.

Meu filho Felipe foi me levar ao aeroporto de Guarulhos, ele também é amazonense, mas praticamente só nasceu. Agora já virou paulista rsrsrs. Mas o sangue é amazônico igual da mãe.

Meu vôo saiu de São Paulo as 23:40, foram quase quatro horas de viagem. Ao chegar em Manaus, descendo das escadas do avião, meu coraçãozinho amazônico pulava de alegria, eu não queria estar em nenhum outro lugar do planeta a não ser em minha terra. De cara percebi  a diferença da temperatura, que delícia… Estava quentinho. Meu corpo que estava gelado de tanto ficar no ar frio do ar condicionado do avião, foi aquecido pelo calor de Manaus, me senti como se estivesse sendo envolvida por um cobertor. Eu amo o calor da minha terra e não suporto o frio de São Paulo.
No banheiro abri a torneira para lavar meu rosto e novamente percebi a diferença… A água estava morna sem estar ligada no quente, se fosse em Sampa a água estaria gelada. Aí pensei… Como posso lavar meu rosto todas as manhãs naquela água gelada de São Paulo? Mas agente acaba acostumando com as coisas, esses detalhes me faziam perceber que eu estava feliz com pequenos acontecimentos… Eu estava feliz  por estar de volta ao calor da cidade de Manaus.  Dei uma parada para algumas fotos no aeroporto, minha irmã chegou para me buscar e foi só alegria, no outro dia fomos ao shopping Amazonas saborear sorvete de açaí.

No domingo depois de cultuar a Deus, fomos para a praia da Ponta Negra. Parecia um sonho estar de volta. A praia da Ponta Negra está em reforma, mas o lugar continua lindo… Aquele vento delicioso, as famílias passeando na orla, uma opção muito bacana para um passeio. Estar com meus sobrinhos era um momento único, até porque a distância nos separou por muitos anos. Eles são lindos por dentro e por fora, eu me orgulho muito deles.

Aproveitei o momento oportuno para me deliciar com uma cuia de tacacá, banana caramelizada, sorvete de cupuaçu e tapioca. No final da programação gastronômica estava passando mal rsrsrs. Acho que exagerei um pouco rsrsrs.

Nesta última viagem de volta a Amazônia eu fiz um filme do tacacá, assista comigo agora essa delícia de receita.

Olhei para o rio Amazonas,  e senti muita tristeza por saber que hoje vivo a milhares de quilômetros longe dessa paisagem maravilhosa.


No entanto desfrutei de cada segundo do passeio, estar de volta no meu mundo cor de verde, parecia um sonho…Foi um momento de êxtase, este paraíso ecológico me deixa zen… Eu amo a natureza as paisagens de minha terra em especial.

Interagir no porto do Careiro com os pescadores nativos, foi outro momento emocionante a simplicidade deles me comoveu. O domínio que eles exercem sobre a pesca é algo impressionante. Por trás daquelas redes e do chapéu de palha, paira uma sabedoria que me trouxe inveja. Senti-me privilegiada ao trazer comigo uma foto com eles “pescadores do Amazonas”.


Navegar na canoa, fez lembrar-me da minha infância, eu senti vontade de congelar aquele momento. A vida simples sempre me atraiu… Mato, rio, canoa, peixe, pessoas simples, esse é o lugar que eu amo estar. Amazônia minha eterna paixão.


A canoa estava furada… Comecei tirar a água com as mãos, mas qualquer coisa nadaria, quem nasce no Amazonas não morre afogado rsrs.


Peixe assado na brasa existe prato mais delicioso que este???

Casa flutuante… Eu queria passar uns dias ali… Só para ver o pôr do sol… Eu chamo esse tipo de vida de “qualidade de vida”. Os jacarés são menos ferozes do que as feras que rondam os condomínios de luxo. Morar ali  á beira do rio  é coisa de gente livre… O urbanismo é a prisão inevitável de todo homem moderno.

Nadar com o boto cor de rosa foi uma experiência inesquecível, eles são mansinhos… Macios. Fiquei impressionado com a maciez de sua pele.

Realmente eles são “encantadores” faceiros, dominadores e brincalhões.

Aquela água gelada de cor escura coroavam o cenário do meu encontro com o boto. Sai de Novo Airão muuuuuuuuuuito triste… Na realidade senti vontade de construir uma casa de madeira e morar á beira do rio só para poder nadar com o boto todas as tardes… Nadar com o boto é terapêutico… Faz bem pra alma… Acredito que todos deveriam experimentar este momento que eu chamo de “sublime”. Fiquei novamente seduzida,  e não vejo o momento para chegar a Manaus e correr para Novo Airão  só para nadar com os botos. rsrs

Fiz amizade com uns adolescentes, à beleza nativa deles me chamou atenção.

No Caminho de volta para Manaus, passei por lugares fascinantes… Um verdadeiro espetáculo da natureza!

De volta á Manaus um almoço maravilhoso… Pirarucu e tucunaré, sem falar na vista para o rio Negro… Realmente quem mora nesta região é privilegiado pela natureza exuberante!

No aeroporto de volta a Sampa aproveitei para fotografar com o artesanato da região.

Foram sessenta dias de divulgação do projeto, muito trabalho, mas aproveitei também para matar a saudade da terrinha e descansar um pouco.

No avião desmaiei de cansada, acordei às seis da manhã o dia já amanhecia… E eu já estava com saudades do meu  mundo cor de verde! Agora eu me aproximava da selva de pedra cinza  e frienta… São Paulo.

Laila Maffra de volta a Amazônia em Julho de 2011

16 Respostas para “De volta ao Amazônas”

  1. stherfany disse:

    GOSTEI DAS FOTOS PASTORA AQUELE BOTO ERA REAL ? SE FOR ACHEI ELE UM FOFO LINDO MAS AS APARENCIAS ENGANAO RSRSRSRS

  2. Laila Maffra disse:

    OI larissinha. todas larissas são carinhosas. Que bom vc é minha amiga agora…. vou te ensinar a gostar do tacacá… rss E quem sabe podemos fazer um passeio , em Novo Airão e nadar com o boto. uma delícia.

    Bj, vou pra sala tenho palestra.

  3. Laila Maffra disse:

    VC precisa aprender a gostar!!!!!!! Este lugar é fantástico.

  4. mariana disse:

    oi sou mariana do colegio palas atena 821 gostei muito da sua viagem ao amazonas eu como larissa mesmo sendo daqui nao consigo gostar de tacaca e nunca vi um boto cor de rosa ,bjus
    (=@.@=)xauuuuuu

  5. Larissa de Oliveira disse:

    Muito legal a viagem ao amazonas, eu sou do Colegio Palas Atena e eu me sinto bem se ver que vc gosta tando assim da nossa terra
    (=*.*=), jah estou com saudades, voce de um dia pro outro se tornou uma amiga…
    Beijos: da xará da sua filha; Larissa.
    PS: Eu sou daki e nao consigo gostar de tacacá 0.o

  6. Laila Maffra disse:

    OI Rafaela.

    Fico feliz por seu comentario. Amei receber este texto, Podemos conversar um pouco mais quando eu for em sua escola.

    Um abraço meu anjinho.

  7. RAFAELA disse:

    Oi Laila Maffra bem, sou rafaela da escola cieb do 6 ano d, bom dizer que nao gostei do seu livro e uma mentira muito grande, e dizer que gostei e muito pouco e dizer que amei e o bastante, vc vai na minha escola e eu estou muito feliz sua historia me inpirou chorei, ri, brinquei e fiquei bastante triste com a morte do seu pai.Que e realmente a pessoa mas importante da minha vida eu amo minha mae mas pelo meu pai eu sinto uma paixao que eu nao consigo explicar.Voltando para seu livro teve muitas partes que eu me coloquei no seu lugar.O livro drogas disfarce inrresistivel foi o unico livro que eu li em 3 dias e eu gostei ,sou uma leitora que tem tudo ave com vc laila maffra.

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