Febem

Neste capítulo chego na presença da juíza, nunca imaginei que em algum momento de minha vida poderia chegar diante de uma juíza, para que ela tivesse o destino da minha vida de adolescente em suas mãos. Quando penso na palavra “Adolescente”, logo me vem a mente a imagem de um jeans desbotado, um all star, boné na cabeça, roupas alegres, coloridas, descoladas, shopping, cinema, praia, música, amizade e muita liberdade! É a fase dos sonhos e da força, nesta fase tudo é possível. Vivemos como se fossemos invencíveis, incontroláveis e eternos… é só alegria, farra e muita bagunça. Conseguimos rir de bobagens e choramos por pequenas coisas, é a fase mais linda de nossas vidas.

E foi exatamente nesta fase mais linda de minha vida que meu mundo estava desabando em minha cabeça! Na verdade, eu ainda queria muito morrer. A idéia de acabar com minha vida ainda era muito forte. Eu fazia coleção de derrotas, frustrações  e vergonha. E por fim estava entrando na sala da juíza para que ela comunicasse minha sentença, era difícil encarar aquela situação de cabeça erguida. Eu subi as escadas de cabeça baixa o tempo todo, um aperto enorme no coração e minha consciência me condenava o tempo todo. Era um martírio muito grande! Eu queria que alguém aparecesse e me tirasse daquele lugar, se visse meu pai naquele momento correria em seus braços e pediria que ele me salvasse daquela situação angustiante. Mas era tarde, muito tarde para sair daquilo tudo, minhas escolhas me levaram aquele lugar, eu tinha que enfrentar a juíza e pagar pelos meus erros! Eram mais ou menos nove da manhã quando eu subi as escadas do juizado de menores. Não havia algema em minhas mãos, mas era como se houvesse. Na realidade, o dependente químico é algemado por sua própria consciência.

Outro fato marcante neste capítulo está na página 124.  Quando meu primo protege minha mãe, tirando a faca que estava em minhas mãos voltada para ela. Parto pra cima dele já sem a arma na mão tentando bater nele, mas ele era muito forte, me segurou por trás e saiu me arrastando para dentro da mansão, eu gritava muito chamando atenção dos vizinhos, contudo consegui morder seu braço até sangrar, mas ele não me largou, me levou até o quarto. Chegando lá trancou a porta e saiu com a chave. Quando vi já estava presa, esmurrava a porta do quarto gritando por bebida e cigarros, para ver se a fissura passava. Pouco tempo passou, ouvi seus passos vindo pelo corredor da casa que dava acesso ao último quarto da mansão onde eu estava, ele abriu a porta com cuidado de maneira que só sua mão podia passar bela abertura. Vi suas mãos brancas ainda sangrando devido a mordida, ele colocou uma garrafa de bebida, creio que era vodka e uma carteira de cigarro. E em seguida trancou a porta e se foi… fiquei ouvindo os seus passos até sumirem no corredor.

9 Respostas para “Febem”

  1. menos gostei desculpe o erro ortografico essa e a parte que eu menos gostei

  2. que historia triste laila maffra e (com todo o respeito) e sua privasidade mais vc chego a apontar uma faca contre a sua propria mae me desculpe mais essa e a parte que eu manos gostei

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